23 fevereiro 2006




Manifesto


O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (e eu também), vem a público manifestar-se nos termos a seguir:

1. O início do ano de 2006 vem sendo marcado por inúmeras expressões de violência contra crianças e adolescentes. Quase que diariamente as páginas dos jornais levam ao conhecimento da opinião pública casos de crianças abandonadas, torturadas, violentadas com os mais brutais requintes de crueldade;

2. Sabemos que essa realidade não é nova. Somos uma sociedade historicamente violenta, estruturada na desigualdade de classe, gênero, raça e etnia. Em nossa memória coletiva está o genocídio indígena, a escravidão negra e a opressão de milhões de homens e mulheres que constroem esse país;

3. Assim também é com os milhões de crianças e adolescentes. Estes, por sua condição geracional, não têm sua humanidade reconhecida, tendo seus direitos violados cotidianamente no lar, nas instituições, no espaço público, na comunidade;

4. Na contra-mão, essa mesma sociedade foi capaz de erguer um dos mais bem elaborados e sólidos marcos legais para garantia dos direitos de crianças e adolescentes, cuja melhor expressão é o Estatuto da Criança e do Adolescente, com 15 anos de promulgação. O ECA, à repetição da Constituição Federal, dispõe ser dever da família, da comunidade, do Poder Público, a absoluta prioridade na proteção integral dos direitos da população infanto-juvenil. Também estão no ECA as medidas de proteção para salvaguarda dos interesses fundamentais de crianças e adolescentes;

5. Contudo, não podemos deixar de registrar nossa indignação com o aumento da violência contra crianças e adolescentes, seja na família, nas instituições, nos centros de internação de adolescentes em conflito com a lei, ou nas comunidades;

6. O início do século XXI não pode vir a ser registrado na história deste país como período de sofrimento, dor e extermínio dirigidos à parcela da população que tem garantidos constitucionalmente seus direitos e proteção. Não podemos ir para a história como uma sociedade que perpetua a síndrome de Herodes;

7. Destarte, vimos a público expressar nossa indignação. Não há de se falar em desenvolvimento desta sociedade se não reconhecermos que boa parte dela, hoje nas escolas, nos centros de internação, nos assentamentos rurais e urbanos, nas comunidades periféricas, continua a ser objeto de nossa raiva, medo, descaso e frustração. Não queremos ser uma sociedade que se lembra da infância somente quando esta lhe causa incômodo na face da criança pobre que habita as ruas das grandes cidades;

8. O que vimos propor é a mobilização de todos os esforços para a afirmação da humanidade e da vida de crianças e adolescentes. Os direitos e as garantias conquistados pela sociedade brasileira são os instrumentos para esse desafio;

9. Ao invés de descaso, tortura e abandono, propomos à sociedade brasileira, especialmente aos poderes públicos, a urgência de cumprimento da Convenção sobre os Direitos da Criança, da Constituição Federal e do ECA, mediante o estabelecimento de uma agenda prioritária à infância. É essa a condição para superarmos a face iníqua que ainda nos envergonha;

10. Na infância repousa boa parte de nossa humanidade e das potencialidades de nossa transformação coletiva. Ao renegarmos a infância, estamos contrariando nossa condição humana e nossa dignidade. Rejeitar qualquer forma de violência contra crianças e garantir o exercício de seus direitos é a única condição para superar o atual estágio civilizacional em que estamos, substituindo a dor e o desrespeito pela proteção, cuidado e justiça.


Brasília, 16 de fevereiro de 2006
136a Assembléia Ordinária do CONANDA



E tenho dito, também.
Cada vez eu acredito mais nos princípios que regem meu trabalho, sabia?



 


.: Mirana soprou às 12:28 :. .: 0 ventos alheios :.

 





Tava cá com meus botões pensando o que postar. Pontos de pauta não faltam:

1. o finde fantástico em Angra com as meninas
2. Show dos Stones
3. Show do U2
4. a inacreditável saga do pai que virou bebê
5. o carnaval que se aproxima

Então vamos lá:

1. foi fantástico. quando eu tiver as fotos eu coloco uma aqui.
2. fui, mas não queria ter ido
3. não fui, mas queria ter ido
4. e eu fico ambivalente. e eu detesto ficar ambivalente.
5. ela tirou as palavras da minha boca



 


.: Mirana soprou às 10:55 :. .: 0 ventos alheios :.

 

17 fevereiro 2006




Esse blog tá muito "denso".
Pesquisas recentes comprovam que os leitores gostam mesmo é de figurinha.
Então lá vai.



A Mother's Love




Arrival of Autmn



Dance of the Snowflake



In the Land of the Spirits



Serendipity



Spirit of the Plains



Spirit of the Solstice



Spiritual Friend



The Red Robe



(Muito bem, valeu a intenção, mas essas imagens nem são assim fofas e alegres, né? Acho que quem está densa sou eu.)

São todas da Maxine Noel.

Minha mãe tinha algumas dessas gravuras emolduradas. Elas foram me conquistando aos poucos. Devagarinho fui achando-as cada vez mais bonitas.

Gostaria de ter essas imagens em tamanhos grandes!



 


.: Mirana soprou às 13:45 :. .: 0 ventos alheios :.

 





acordei hoje percebendo, finalmente, do que é que eu senti falta a semana toda.

(passei a semana sentindo como uma fome, como uma sede, que eu não conseguia saber do que era...)

acordei com fome de estar em casa.

e vou chegar lá hoje a noite.



 


.: Mirana soprou às 11:51 :. .: 0 ventos alheios :.

 

15 fevereiro 2006




auto-tapinha nas costas:

hoje completo 4 meses sem fumar.

parabéns pra mim!



 


.: Mirana soprou às 17:00 :. .: 0 ventos alheios :.

 

14 fevereiro 2006




virge santa!

é só eu sair de férias que esse barraco já vira zona...

que feio, dona Ubbi, sair miguelando a hospedagem das imagens dos outros!

agora, também, vou usar outro servidor, tá?

aguardem, ávidos (dois) leitores, logo logo tudo estará magicamente resolvido. :-P



 


.: Mirana soprou às 11:55 :. .: 0 ventos alheios :.

 

 


Mirana é uma existência efêmera nesse planeta, e isso a perturba um pouco, mas antes isso do que ser eterna. É relações públicas, finalmente graduada, enquanto deseja secretamente ser escritora de guias de viagem e/ou acrobata. Para viver precisa freqüentemente ler bons livros e dançar. Tem uma mãe sazonal, uma irmã essencial e um pai de quem não ouve mais falar, e vive bem assim, obrigada. É preguiçosa crônica, em tratamento, e tem apresentado sintomas claros de dependência do seu iPod. Guarda duas dúzias de pessoas no coração, e sempre se arrepende quando deixa passar muito tempo sem vê-las. Ama contemplar longamente o pôr-do-sol, o mar e a chuva. Já quis ter 42 anos, hoje vive bem com seus 30, mesmo se sentindo às vezes uma adolescente ingênua e espevitada, às vezes uma velha cansada e rabugenta. Tem TPM, mas nega até a morte. Vive em guerra com a balança e é preciso admitir que anda perdendo as últimas batalhas. Pretende ainda ter gatos e filhos, mas no momento declina da resposabilidade pela vida de outros. Veio ao mundo com uma missão pessoal e intransferível: ser feliz.




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